
Essa história é imperdível. Tão imperdível que eu vou colocar o texto, na íntegra, do próprio personagem. Não é uma história nova, mas a gente ri, mesmo passados três anos do episódio! Contada inicialmente por Rafael Faro e protagonizada por Márcio De Meo. Totalmente excelente!
Torero, histórias insólitas, todos nós, que freqüentamos estádios, temos. Eu, santista fanático como você, tenho várias. Mas tenho uma que considero mais pitoresca do que todas essas. E com um ingrediente a mais: ainda não aconteceu. Para que se possa compreender a história, preciso fazer um pequeno flashback: em meados de 2004, com o Santos fazendo campanha irregular no segundo turno do Campeonato Brasileiro, eu tecia sempre raivosos comentários contra Luxemburgo, pois o time não conseguia engrenar, apesar de ter elenco nitidamente superior ao do Atlético-PR, então líder. Claro que havia os "erros" da arbitragem, que anulou mais de uma dúzia de gols do Santos, e a oposição sistemática do STJD, que tirava mandos do nosso time a cada copo d'água atirado no gramado, mas a verdade é que eu nunca consegui engolir a traição do Luxa naquela primeira passagem, quando nos deixou na mão para ir treinar o Corinthians. Assim, ele era meu alvo preferencial de críticas. Um amigo meu, o Rafael, que se diz palestrino mas é, antes de tudo, discípulo de Luxemburgo, tomou as dores do técnico e propôs uma aposta: "Se o Santos for campeão, você leva uma faixa escrita 'Luxa, eu te amo!", como se gritar isso durante o jogo não fosse suficientemente ridículo. Eu, sem esperanças de ver nosso time levantar o caneco, topei.
O resto você já sabe: o chocolate no Grêmio e no São Caetano, a pipocada do Atlético-PR contra o Vasco, São José do Rio Preto (e Branco)... e festa.
Aí meus outros amigos entraram na brincadeira. O Rodrigo, corintiano, comprou um tecido de 10m x 1,40m para mandar pintar a tal faixa. Quando o Rafael propôs e eu aceitei levar uma faixa, imaginei uma pequenininha, daquelas que as pessoas seguram nas mãos, com dizeres em torno do tema "Filma nóis, Galvão". Mas amigo é pra momentos assim: eles não perdem a chance de nos fazer passar vergonha.
Como o Luxa foi para a Espanha durante as férias que se seguiram à conquista, a aposta ficou adormecida.
Mas ressuscitou assim que ele voltou ao Santos: meus amigos tiveram a pachorra de guardar a faixa. Agora, está agendado: meu dia de pagar a aposta (e a língua) será dia 19/2, domingo que vem, contra a Ponte Preta, na Vila Belmiro. Claro que todos os meus amigos - corintianos, palmeirense, são-paulino - vão ao jogo especialmente com o objetivo de registrar o momento. Em minha defesa, só posso dizer que, pelo menos, pago minhas apostas.
Nem preciso dizer que esse evento foi épico. O pessoal que recebeu a carta de autorização da faixa estava em polvorosa para saber quem era o tal do Márcio. O 'estandarte' ficou bem em cima do banco do Luxemburgo, que deve que se explicar na coletiva de imprensa. A mídia obviamente se interessou: rádios, tevês, jornais... todos quiseram entrevistar os envolvidos. Até as torcidas fizeram coro, chamando o Márcio de nomes pouco lisonjeiros para homens heterosexuais.
Ainda aguardando o clipping do ocorrido, aqui vai um link pra uma das matérias: